A OpenAI tem avaliado opções de hardware não Nvidia para cargas de trabalho de inferência de IA desde 2025, testando os chips em escala de wafer da Cerebras e a arquitetura LPU da Groq em meio a preocupações com o desempenho e a eficiência de custo dos mais recentes aceleradores de inferência da Nvidia.

De acordo com fontes internas via Reuters, a OpenAI vem testando ativamente hardware de aceleradores de IA da Cerebras Systems e da Groq desde o fim de 2025 como possíveis alternativas às GPUs da Nvidia para cargas de trabalho de inferência. Embora as GPUs H100 da Nvidia e a próxima arquitetura Blackwell continuem dominantes no treinamento de grandes modelos de linguagem, a empresa parece insatisfeita com certos aspectos das ofertas da Nvidia específicas para inferência, como a L40S e as futuras GPUs de inferência L4.
O Que Há de Novo
Diferenças de Arquitetura:
- O CS-3 da Cerebras usa tecnologia em escala de wafer com 900.000 núcleos otimizados para padrões esparsos de atenção comuns na inferência de transformers
- O LPU da Groq emprega uma arquitetura de execução determinística que afirma entregar 750+ tokens/segundo no Llama 70B
- Ambas as arquiteturas evitam a dependência da CUDA da Nvidia por meio de pilhas de software personalizadas
Preocupações com Desempenho por Watt: Benchmarks iniciais sugerem que o sistema CS-3 de 15 kW da Cerebras oferece throughput comparável ao cluster DGX H100 de 10 kW da Nvidia para certas tarefas de inferência, enquanto a arquitetura da Groq mostra vantagens de latência em benchmarks públicos para tamanhos de lote menores.
Custo Total de Propriedade: A exploração da OpenAI ocorre enquanto provedores de nuvem cobram de US$ 1,50 a US$ 4,00/hora por instâncias únicas de H100. A Cerebras oferece preços on-premises de US$ 2 a 3 milhões por sistema, enquanto a API em nuvem da Groq custa US$ 0,27/milhão de tokens para o Mixtral 8x7B.
Limitações Técnicas
- Ecossistema de Software: Nenhuma das alternativas iguala a maturidade da CUDA - a Cerebras exige o uso do SDK semelhante ao da Graphcore, enquanto os desenvolvedores da Groq trabalham com suporte limitado a ONNX
- Compatibilidade de Modelos: Os maiores modelos da OpenAI (classe GPT-4) ainda exigem GPUs Nvidia para desempenho ideal devido a restrições de largura de banda de memória
- Desafios de Escala: Os sistemas em escala de wafer da Cerebras exigem infraestrutura de resfriamento especializada, incomum em data centers comerciais
Contexto da Indústria
Esse movimento se alinha a tendências mais amplas do setor:
- A Microsoft Azure, principal provedora de nuvem da OpenAI, ampliou suas ofertas de AMD MI300X
- A Amazon Web Services continua promovendo chips Trainium e Inferentia
- A Graphcore recentemente fez parceria com a empresa de Jony Ive em hardware de IA de próxima geração
Implicações Práticas
Embora a Nvidia mantenha cerca de ~98% de participação de mercado em GPUs para data center (Counterpoint Research Q4 2025), a exploração da OpenAI sinaliza:
- Tendência de Especialização: Diferentes arquiteturas de hardware surgindo para cargas de trabalho de treinamento vs inferência
- Pressão de Custos: Empresas de IA buscando alternativas à medida que os custos de serving de modelos consomem 70-80% dos orçamentos operacionais
- Integração Vertical: Potencial para a OpenAI seguir Google/Amazon no desenvolvimento de silício customizado no longo prazo
Considerações Financeiras
Os testes de hardware da OpenAI coincidem com relatos de aumento nos custos de infraestrutura:
- Operar o ChatGPT supostamente custa cerca de US$ 700.000 por dia
- Os custos de inferência do GPT-4 são estimados em US$ 0,06/1k tokens
- O H200 da Nvidia cobra um prêmio de ~40% sobre o H100 apesar de uma arquitetura semelhante
Conclusão
Embora a Nvidia continue inevitável para treinamento em grande escala, o mercado de inferência mostra sinais de fragmentação. Os testes da OpenAI com arquiteturas alternativas refletem preocupações práticas de engenharia, e não uma rejeição ideológica da CUDA. No entanto, considerando as melhorias recentes da arquitetura Blackwell da Nvidia e a profunda integração da tecnologia da Nvidia no Azure pela Microsoft, qualquer transição em larga escala parece improvável antes de 2027.


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